“Há muito tempo , um pássaro trouxe no bico pequenina semente de figo silvestre e abandonou junto do velhíssimo pilar construído no ano de 1.531 em Cananéia, na época da colonização de Martim Afonso de Souza. A semente em contato com o limo úmido que revestia a pedra, germinou, transformou-se em arbusto e tomou corpo. Fez-se afinal, com o correr dos anos gigantesca árvore e seu caule cresceu, enorme, em torno do pilar que lhe servia de berço, envolvendo-o completamente… e hoje, pelas fendas e olhos naturais do tronco, podem ver-se vestígios da Pedra, ali zelosamente guardada como um relicário.”

A Figueira de Cananéia, conhecida como árvore do coração de pedra, deverá ser cuidadosamente conservada, para que a sua longa existência se estenda por muito tempo ainda.